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A 4ª revolução industrial pode destruir 5 milhões de empregos

DAVOS/SWITZERLAND, 27JAN05 - William J. Clinton, Founder, William Jefferson Clinton Foundation; President of the United States (1993-2001), William H. Gates III, Co-Founder, Bill & Melinda Gates Foundation; Chairman and Chief Software Architect, Microsoft Corporation, USA; Thabo Mbeki, President of South Africa; Tony Blair, Prime Minister of the United Kingdom; Bono, Musician, DATA (Debt, AIDS and Trade in Africa), United Kingdom, and Olusegun Obasanjo, President of Nigeria (FLTR), captured before the start of the session 'The G-8 and Africa: Rhetoric or Action?' at the Annual Meeting 2005 of the World Economic Forum in Davos, Switzerland, January 27, 2005. Copyright by World Economic Forum swiss-image.ch/Photo by Remy Steinegger +++No resale, no archive+++

Se não for feita uma atuação urgente “os governos vão enfrentar um desemprego crescente constante e desigualdades”, segundo um estudo do World Economic Forum.

A quarta revolução industrial, pode trazer com ela a perda de cinco milhões de empregos nos próximos cinco anos em grandes economias mundiais, e será o tema principal do Fórum do World Economic Forum (WEF) em Davos, Suíça.

Além da perda de cinco milhões de empregos nos próximos cinco anos em todo o mundo, a quarta revolução industrial irá provocar “grandes perturbações não só no modelo dos negócios, mas também no mercado de trabalho nos próximos cinco anos”, segundo um estudo do WEF, que organiza o Fórum de Davos.

Depois da primeira revolução (com o surgimento da máquina a vapor, da segunda (eletricidade) e da terceira (robótica, eletrónica), começa agora a quarta revolução industrial que combinará vários fatores como a internet dos objetos ou a “big data’ e que irão transformar a economia.

“Sem uma atuação urgente e focada a partir de agora para gerir esta transição a médio prazo e criar uma mão-de-obra com competências para o futuro, os governos vão enfrentar um desemprego crescente constante e desigualdades”, afirma o presidente e fundador do WEF, Klaus Schwab, citado num comunicado.

Segundo ainda um outro estudo do WEF, “O peso da perda de empregos, como consequência da automatização e da desintermediação da quarta revolução industrial, vai ter um impacto relativamente equitativo entre homens e mulheres, já que 52% dos 5,1 milhões de empregos perdidos nos próximos cinco anos afetarão os homens e 48% as mulheres”. “Mas como as mulheres constituem uma parte menos importante atualmente que os homens no mercado de trabalho, isso significa que o fosso entre homens e mulheres poderia tornar-se maior”, adianta o estudo.

Esta 46.ª edição do WEF, que terminou dia 23 de janeiro, ocorreu em uma altura em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial está encontrando para voltar a crescer e à grande desaceleração das economias emergentes.

A 4ª revolução industrial irá alterar totalmente o mundo como o vemos atualmente e quando mais rápido criamos soluções mais facilmente iremos reagir a essa mudança.

Veja o documentário abaixo.